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Bom dia, Santo Amaro de Ipitanga

A edição de setembro da Vilas Magazine começa a circular no dia dois destacando em editorial a marca de 200 edições. Outro tema de destaque é o fim da coleta de lixo que a prefeitura sempre fez no pequeno comércio. O fim do serviço público está embasado em lei federal de 2010 que prevê responsabilidade compartilhada entre o poder público e o empresariado, deixando a regulamentação a cargo dos municípios. Em Lauro de Freitas, é uma lei de 22 anos atrás que estabelece o limite de 100 litros ou 500 kg para o que pode ser considerado “lixo domiciliar”. Qualquer coisa acima disso seria “responsabilidade do estabelecimento comercial”. Em Salvador, o limite é de 300 litros por dia.
Editorial | 200 edições
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Obras na Priscila Dutra cancelam 'rallye' Prefeitura deixa de coletar lixo no pequeno comércio Veja as capas dos principais jornais


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Praia de Ipitanga improvisa retomada de atividades

28 ago 2010 | Barraqueiros empreendem esforço para retomar atividades na praia de Ipitanga com a ajuda da prefeitura da cidade, que cede mão-de-obra e promete lonas plásticas aos que não têm mais qualquer estrutura.
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | FOTO DE ROGÉRIO BORGES EM 28.08.2010
> Funcionários da prefeitura recolocam telhas na barraca Tchê, que voltou a funcionar
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | FOTO DE ROGÉRIO BORGES EM 28.08.2010
> Beto (dir), da Barraca do Beto, prepara petiscos numa casa próxima e dorme na praia
> © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | FOTO DE ROGÉRIO BORGES EM 28.08.2010
> Única barraca em condições de funcionar, a Tchê voltou a atender banhistas este sábado

A prefeita Moema Gramacho convidou vereadores, secretários e diretores da prefeitura a levar amanhã as respectivas famílias à barraca Tchê, em Ipitanga. O almoço, marcado para as 12h, acontece em apoio aos barraqueiros, que aguardam o julgamento da ação cautelar proposta pelo Executivo de Lauro de Freitas na segunda-feira passada. A ação está fundamentada na ameaça que a demolição apresentava à segurança das pessoas no local.

Houve barricadas e protestos na praia até que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu temporariamente as demolições para pedir maiores informações à seção baiana. À exceção da Tchê, os barraqueiros aproveitaram o tempo para desmontar as barracas e salvar o material de construção.

Moema Gramacho disse ontem, em reunião com os barraqueiros, que a ação não deve ser julgada em definitivo antes do próximo dia oito de setembro. Pelo menos até lá os barraqueiros pretendem retomar as atividades com a ajuda da prefeitura. Na Tchê, uma das poucas barracas que manteve o madeiramento, funcionários municipais recolocavam hoje as telhas. Outras receberão lonas plásticas fornecidas pela prefeitura, mas a grande maioria está reduzida a ruínas de alvenaria e teria que ser reconstruída para voltar a funcionar.

Uma delas é a Barraca do Beto, que hoje preparava petiscos numa casa do bairro para atender os clientes que apareceram. Ex-gerente de uma barraca vizinha, Beto investiu R$ 60 mil no negócio próprio há três meses. Metade foi tomada por empréstimo a um banco, que já está cobrando a prestação atrasada. Os fornecedores "entenderam a situação e não estão me cobrando", disse Beto ao repórter.

O barraqueiro sabia do processo judicial que acabou por levar à demolição de barracas em Salvador, mas "todo mundo dizia que ía dar em nada" e ele resolveu arriscar. Beto guardou o material de construção num condomínio vizinho e, acreditando que o TRF-1 poderá suspender as demolições em definitivo, pretende reconstruir a barraca quando sair a decisão judicial.

Beto e sua esposa vão passar as noites no espaço em que a barraca existia para impedir maiores prejuízos. O que o casal não retirou a tempo foi saqueado desde a segunda-feira passada: um vaso sanitário, os chuveiros da praia e até os disjuntores.

No limite de Ipitanga com a praia do Flamengo, um dos quiosques reinstalou freezers e atendeu uma clientela bem acima do normal. Outros três barraqueiros improvisaram o atendimento a clientes recorrendo a caixas de isopor.


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CHARGE



A coleta de lixo agora se tornou um luxo para nós, comerciantes
Thalita Cáceres, lojista que passou a tratar o lixo por conta própria depois que a prefeitura deixou de coletar no pequeno comércio.



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