28 ago 2010 | Barraqueiros empreendem esforço para retomar atividades na praia de Ipitanga com a ajuda da prefeitura da cidade, que cede mão-de-obra e promete lonas plásticas aos que não têm mais qualquer estrutura.
| > © COPYRIGHT VILAS MAGAZINE | FOTO DE ROGÉRIO BORGES EM 28.08.2010 | |
| > Funcionários da prefeitura recolocam telhas na barraca Tchê, que voltou a funcionar | |
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| > Beto (dir), da Barraca do Beto, prepara petiscos numa casa próxima e dorme na praia | |
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| > Única barraca em condições de funcionar, a Tchê voltou a atender banhistas este sábado | |
A prefeita Moema Gramacho convidou vereadores, secretários e diretores da prefeitura a levar amanhã as respectivas famílias à barraca Tchê, em Ipitanga. O almoço, marcado para as 12h, acontece em apoio aos barraqueiros, que aguardam o julgamento da ação cautelar proposta pelo Executivo de Lauro de Freitas na segunda-feira passada. A ação está fundamentada na ameaça que a demolição apresentava à segurança das pessoas no local. Houve barricadas e protestos na praia até que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu temporariamente as demolições para pedir maiores informações à seção baiana. À exceção da Tchê, os barraqueiros aproveitaram o tempo para desmontar as barracas e salvar o material de construção. Moema Gramacho disse ontem, em reunião com os barraqueiros, que a ação não deve ser julgada em definitivo antes do próximo dia oito de setembro. Pelo menos até lá os barraqueiros pretendem retomar as atividades com a ajuda da prefeitura. Na Tchê, uma das poucas barracas que manteve o madeiramento, funcionários municipais recolocavam hoje as telhas. Outras receberão lonas plásticas fornecidas pela prefeitura, mas a grande maioria está reduzida a ruínas de alvenaria e teria que ser reconstruída para voltar a funcionar. Uma delas é a Barraca do Beto, que hoje preparava petiscos numa casa do bairro para atender os clientes que apareceram. Ex-gerente de uma barraca vizinha, Beto investiu R$ 60 mil no negócio próprio há três meses. Metade foi tomada por empréstimo a um banco, que já está cobrando a prestação atrasada. Os fornecedores "entenderam a situação e não estão me cobrando", disse Beto ao repórter. O barraqueiro sabia do processo judicial que acabou por levar à demolição de barracas em Salvador, mas "todo mundo dizia que ía dar em nada" e ele resolveu arriscar. Beto guardou o material de construção num condomínio vizinho e, acreditando que o TRF-1 poderá suspender as demolições em definitivo, pretende reconstruir a barraca quando sair a decisão judicial. Beto e sua esposa vão passar as noites no espaço em que a barraca existia para impedir maiores prejuízos. O que o casal não retirou a tempo foi saqueado desde a segunda-feira passada: um vaso sanitário, os chuveiros da praia e até os disjuntores. No limite de Ipitanga com a praia do Flamengo, um dos quiosques reinstalou freezers e atendeu uma clientela bem acima do normal. Outros três barraqueiros improvisaram o atendimento a clientes recorrendo a caixas de isopor. |








