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Bom dia, Santo Amaro de Ipitanga

A edição de setembro da Vilas Magazine começa a circular no dia dois destacando em editorial a marca de 200 edições. Outro tema de destaque é o fim da coleta de lixo que a prefeitura sempre fez no pequeno comércio. O fim do serviço público está embasado em lei federal de 2010 que prevê responsabilidade compartilhada entre o poder público e o empresariado, deixando a regulamentação a cargo dos municípios. Em Lauro de Freitas, é uma lei de 22 anos atrás que estabelece o limite de 100 litros ou 500 kg para o que pode ser considerado “lixo domiciliar”. Qualquer coisa acima disso seria “responsabilidade do estabelecimento comercial”. Em Salvador, o limite é de 300 litros por dia.
Editorial | 200 edições
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Obras na Priscila Dutra cancelam 'rallye' Prefeitura deixa de coletar lixo no pequeno comércio Veja as capas dos principais jornais


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Pugilato no Planalto Central: segundo round

2 set 2010 | Foi ao ringue de Brasília o cinturão que Moema Gramacho (PT) disputa desde o dia 22 de agosto. Sem ter como financiar projeto próprio em território alheio, a prefeita reivindica legitimidade política para determinar os destinos da praia de Ipitanga e leva o adversário ao corner.
> FOTO DISTRIBUIDA PELA PREFEITURA LOCAL EM 31.08.2010
> No corner, João Henrique (dir) expressa reação ao uppercut (de esquerda) da prefeita

A prefeitura da cidade informa que uma comissão composta por representantes de Lauro de Freitas e de Salvador, órgãos federais e estaduais envolvidos, reúne-se hoje às 10h no gabinete de João Henrique Carneiro (PMDB). O cachimbo da paz teria sido fumado em Brasília, no último dia 31, sob os auspícios dos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento, e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais.

No Twitter, a prefeita anotou que agora "é consenso que a suspensão da demolição das barracas de Ipitanga deve ser mantida" até que um novo projeto seja viabilizado. Falta, claro, combinar com a Justiça, que ainda não se pronunciou sobre a ação cautelar. Para tanto, a comissão irá ao Ministério Público Federal, em Salvador, no próximo dia oito, propor um Termo de Ajustamento de Conduta e formalizar os consensos do cachimbo.

De imediato, Moema Gramacho quer que seja assegurada uma renda aos trabalhadores das praias. Depois, de acordo com a prefeitura local, haverá "um projeto alternativo provisório para assegurar a subsistência dos barraqueiros e trabalhadores das barracas de praia" das duas cidades "até a implantação do projeto definitivo" – ou seja, os quiosques.

O repórter dá-se por informado, tanto quanto o navegante, de que o prefeito de Salvador pediu R$ 300 milhões ao governo federal para o seu "Projeto Orla". O que permanece inédito é o alcance que teria tal coisa: inclui ou não Ipitanga? Sabe-se que os planos da soterópolis previam quiosque nenhum depois do Flamengo. Sabe-se também que a prefeitura local não tem por onde pleitear financiamento para erguer seja o que for em território da capital.

Mas quem estiver à espera do armistício pode remover o quadrúpede do aguaceiro. Oito minutos depois de anunciar o acordo, Moema Gramacho voltou ao Twitter: "E mais uma vez que fique claro. Ipitanga é toda Lauro de Freitas. Salvador nunca administrou um palmo de terra de Ipitanga". É assim que, politicamente levado ao corner, João Henrique pode acabar por financiar o projeto de Moema Gramacho para Ipitanga. A prefeitura local anotou que a prefeita foi "convidada pelo Ministério do Planejamento para a reunião".


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CHARGE



A coleta de lixo agora se tornou um luxo para nós, comerciantes
Thalita Cáceres, lojista que passou a tratar o lixo por conta própria depois que a prefeitura deixou de coletar no pequeno comércio.



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