CULTURA | EVENTOS
01 JAN 2015 | Lauro de Freitas vive até 30 de maio a inédita experiência de fomentar vida cultural autêntica e permanente. É o projeto Ao Som do Joanes, que estreou em dezembro. Haverá nova edição do evento aproximadamente a cada duas semanas, sempre aos sábados, a partir das 17h, no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão. A entrada é grátis.
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> Coletivo Di Tambor no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão: entrada grátis
A segunda edição estava programada para o dia 27 de dezembro. As próximas acontecem nos dias 17 e 31 de janeiro e depois em 21 de fevereiro. Em março o evento acontece nos dias sete e 21. Em abril nos dias 11 e 25. Para maio, estão programados os dias nove, 23 e 30 – o encerramento.
As apresentações ainda acontecem no espaço ao lado do auditório do Centro de Referência da Cultura Africana. O Terminal Turístico propriamente dito, à margem do rio Joanes – que empresta o nome ao projeto – continua impróprio para receber atividades.
Apesar de ter sido limpo e parcialmente recuperado pela prefeitura depois de reportagens publicadas pela Vilas Magazine no ano passado, as ruínas continuam de pé. De acordo com Bruno Santos, um dos organizadores do projeto, também não há infraestrutura de energia que suporte os equipamentos de som necessários aos espetáculos.
O propósito final do projeto, liderado por Bruno e por Fernanda Anjos, é ocupar a área hoje abandonada se ela for recuperada a tempo. O financiamento da iniciativa é público. São R$ 100 mil de um edital do governo do estado destinado a apoiar “propostas de dinamização de espaços culturais”, públicos ou privados.
As apresentações unem música e intervenções artísticas de moradores de Lauro de Freitas, além de convidados de outras cidades, como forma de dinamizar o espaço histórico do Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, movimentando o cenário artístico-cultural da cidade.
O grupo insiste em que “é necessário recuperar a estrutura do Terminal e ativá-lo culturalmente, para que a população de Lauro de Freitas tenha um espaço importante para apresentações e intervenções artísticas”. O desafio é atrair o público para o evento, criando o hábito de frequentar aquele espaço. “É fundamental que a população ocupe esse espaço histórico, frequente o Terminal Turístico, e participe da dinamização que as intervenções culturais darão ao local”, diz o jornalista Daniel Ferreira, que participa do projeto. “O Terminal Turístico de Portão está para Lauro de Freitas como está para Salvador o Parque da Cidade, na perspectiva das intervenções e ocupação artística e cultural que há naquele espaço”, defende Ferreira. “Em paralelo a isso, há a preocupação em sensibilizar a população e as autoridades quanto à importância da recuperação ambiental do Rio Joanes”, completa.
Na estréia do projeto a banda Coletivo Di Tambor, que mistura ritmos globalizados, como o drumandbass e beat black fez uma apresentação que encantou o público. Com sonoridade fortemente baiana, a banda valorizou o samba, o ijexá, o carimbó e o merengue em sua apresentação, com músicas como Odé-Comorodé, Coletividade, Canto de Xangô e Ribeirinha-Jubiaba.
Além do Coletivo Di Tambor, o Ao Som do Joanes contou com intervenções artísticas do poeta Joane Macieira, do Grupo Bambolê e do Grupo Cultural Toques de Berimbau.
A segunda edição contou com a apresentação da Companhia de Dança Estúdio E Arte, que trouxe uma provocação: Quem é você? A interpretação do coreógrafo Deivison Antunes é baseada na história de dois jovens que passam boa parte do tempo buscando conhecer um ao outro.
Os jovens do Grupo Bambolê fazem a recepção do público na frente do Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, com intervenções artísticas, misturando técnicas do teatro, da dança e da arte circense até a apresentação da banda de reggae Zimbabwe Roots.
No embalo das festas de fim de ano, a banda trouxe no repertório canções que pregam o amor e a fraternidade. Formada em 1998, inicialmente por amigos de infância, a Zimbabwe Roots promete levar uma mensagem de esperança e encorajamento na conquista pela liberdade, com canções de Bob Marley e trabalhos autorais da banda, como Churumelas, Cara de Mente, Luz do Senhor e Sonho de Mim.
Bom dia, Santo Amaro de Ipitanga
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